Um bom 2008 á todos, com bastante tempo livre pra jogar, e que no tempo em que vocês não estiverem jogando, estejam fazendo algo tão ou mais interessante quanto isto.
...
Não,...,não.
!!! é melhor.
!!!
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
TOP 7
Não adianta esconder.Toda vez que você passa na banca de jornal para comprar os seus mangás da semana, você vê lá atrás, bem escondidinhos, os famigerados gibis de super-herói.Estereotipados pela humanidade, estas publicações paraliterárias ganharam mais notoriedade e respeito com os estouros de bilheteria que foram os recente filmes de super-heróis.Porém, mesmo assim, esse gênero dentro de um gênero continua estigmatizado nessa sociedade composta apenas de otakus-metaleiros preconceituosos.Culpa também da recente elitização dos quadrinhos, que migraram para as livrarias para custar cinco vezes o preço da banca, e do fato que, realmente, a grande parte das histórias disponíveis nas bancas são de qualidade questionável.
Enfim, esse panfletarismo todo foi uma forma de tentar introduzir o tópico deste Top 7 (lê-se Top Sete): jogos baseados em super-heróis.Enquanto existe muita porcaria neste sub-gênero (Superman 64, alguém?), como no caso dos jogos baseados em filmes, existem algumas jóias também algumas jóias.O critério de avaliação foi ser um super-herói não-original, para agradar o nerd aqui (nada de City of Heroes, Freedom Force e Viewtful Joe), e não ser um jogo de crossover com personagens não-superheroísticos (tipo com personagens da Capcom).
Top 7-Jogos de Super-Heróis

7)The Punisher-PC,XBox,PS2
Esta encarnação eletrônica do vigilante moralmente ambíguo Frank Castle poderia ser só um shooter em terceira pessoa genérico. Porém, ela tem alguns diferenciais que a tornam notável, como por exemplo, as dezenas de execuções sanguinolentas que O Justiceiro pode aplicar contra os pilantras que cruzam o seu caminho (que são atenuadas por um filtro de imagem preto-e-branco), ou as muitas participação especiais de outros personagens da Marvel.Apesar disso, eu não sei se a inclusão deste jogo na lista vale, porquê tecnicamente, o Justiceiro não tem nenhum super-poder.Bom, eu acho que empalar um marginal num rinoceronte (sim, dá pra fazer isso no jogo.E você que ficava chocado com Manhunt 2...) deve contar como alguma coisa.

6)Justice League Heroes:The Flash-GBA
Bem melhor que a sua contraparte para os consoles grandes, Justice League Heroes (uma pálida imitação da série X-Men Legends), este pouco conhecido beat´em up se apóia na principal característica do seu personagem-estrela: a velocidade.Bata num inimigo, aperte A, e voe em direção á outro.Uma mecânica extremamente simples, mas altamente divertida quando você a domine.Some com alguns poderes interessantes para evoluir o personagem, a possibilidade de chamar o outros heróis para como um ataque especial e alguns chefes que exigem um pouco de estratégia para quebrar o gelo, e você tem um jogo bastante divertido.O que mata é que é um jogo extremamente curto, e com alguns dos desenhos mais bizarros que eu já vi durante as cutscenes (tem um Caçador de Marte obeso, por exemplo.)

5)Spiderman - PSX,N64,Dreamcast
No período entre a série animada dos anos 90 e os ótimos filmes de Sam Raimi, é inegável que o principal responsável pela manutenção da popularidade do Homem-Aranha foi este joguinho aqui, desenvolvido pela Neversoft com a engine do jogo Tony Hawk Pro Skater (que tinha o Cabeça-de-Teia como um dos personagens secretos, lembra?).Beneficiado por uma história original, mecânicas de jogo bem acertadas, zilhões de extras como revistas e roupas adicionais, a narração de Stan Lee em pessoa,e um senso de humor típico do Homem-Aranha, o jogo amealhou sucesso o suficiente para ganhar uma seqüência não tão interessante quanto o original.O único problema é que (de novo) era curto pra chuchu, e podia ser zerado em questão de horas, independente do nível de dificuldade.Mas neste caso, a variedade das missões compensa.

4)The Incredible Hulk:Ultimate Destruction - PS2,XBox,Gamecube
O.K. esse pode ser difícil de explicar:pegue o Hulk, aquele gigante verde e super-forte, e ponha num ambiente livre, estilo Grand Theft Auto.Ambiente livre e destrutível.
Gigante superforte.Mundo destrutível.
Bom,acho que é um pouco óbvio o que acontece no jogo,não?

3)The Adventures of Batman & Robin-SNES
Baseado na excelente antiga série animada do Batman, este jogo pode parecer a primeira vista um jogo de plataforma 2D genérico, mas não é.O seu diferencial é a variedade de situações e desafios que o jogador deve encarar.Há fase de pancadaria, perseguição de carros, fases lineares e de exploração livre, e muitas elaboradas batalhas contra chefes, além de todo o arsenal de itens do Homem-Morcego, como batarangues, gás atordoante, gancho, óculos de visão noturna e muito mais.O jogo conta com a participação de quase todo a galeria de vilões do personagem (até o Cara-de-Barro), mas, apesar do título, não permite jogar com o Robin.Mas alguém queria mesmo?

2)Ultimate Spiderman - PS2,XBox,Gamecube,PC
Outro jogo do Aranha na lista?Também pudera, ele é o super-herói mais cool do mundo(depois do Homem-Borracha, claro!).Neste jogo, a estrutura de fases é abandonada (se bem que poucos jogos hoje tem coragem para fazer fases, mesmo...) em favor da estrutura sandbox, de liberdade de exploração (que já tem um outro exemplo aí na lista), herdada de seu antecessor espiritual Spiderman 2.O diferencial deste jogo é que ele é baseado na linha Ultimate dos quadrinhos da Marvel.Pra quem não sabe, a linha Ultimate foi criada por volta do começo dos anos 2000, para resgatar a popularidade dos personagens tradicionais da Marvel, apresentando versões diferenciadas das origens e mundos destes, e é claro que foi um $ucesso (lá nos EUA, onde quadrinhos de super-heróis vendem, nem que pra isso eles precisem matar um personagem importante por semana).Sabido isto, saiba que o jogo é divertido a beça, sem as missões bestas de Spiderman 2, e com gráficos estilizados em cel-shading e uma apresentação que consegue efetivamente dar a impressão de um quadrinho em movimento.Porém, novamente e mais uma vez, este é um jogo curto!A duração é prolongada pelas missões extras, que são repetitivas e pouco interessantes, então esse é mais um pra curtir bastante durante o pouco tempo que oferece.

1)X-Men Legends 2:Rise of Apocalypse - PS2,Xbox,Gamecube,PC,PSP
Entre esse e Marvel Ultimate Alliance foi uma escolha difícil, mas no final das contas, pesou o fato de que até agora não consegui jogar Marvel Ultimate Alliance (e minha credibilidade como pseudo-jornalista vai pro espaço).Mas falando sério, Rise of Apocalypse é não só uma sequência que ultrapassa o original, por permitir jogar também com os vilões da Irmandade dos Mutantes, e por ter uma campanha mais longa, como também oferecer tudo o que um fã dos mutantes,e de super-heróis em geral pode querer: vários (alguns podem dizer que são demais) personagens para escolher, múltiplos poderes para utilizar, vários inimigos parta usar esses poderes, suporte para 4 jogadores, customização dos atributos dos personagens, e até uns puzzlezinhos meia-boca para encher linguiça (pegar cartões-chave e destruir geradores?Revolucionário!).Uma interface que permite tanto pensamento estratégico quanto pancadaria acéfala facilita as coisas, e uma história interessante que faz paralelo aos quadrinhos também fazem deste um jogo divertido, embora um pouco raso de vez em quando.Mesmo assim, serve é um ótimo RPG de ação, que fica ainda melhor quando jogado com mais gente.
Enfim, esse panfletarismo todo foi uma forma de tentar introduzir o tópico deste Top 7 (lê-se Top Sete): jogos baseados em super-heróis.Enquanto existe muita porcaria neste sub-gênero (Superman 64, alguém?), como no caso dos jogos baseados em filmes, existem algumas jóias também algumas jóias.O critério de avaliação foi ser um super-herói não-original, para agradar o nerd aqui (nada de City of Heroes, Freedom Force e Viewtful Joe), e não ser um jogo de crossover com personagens não-superheroísticos (tipo com personagens da Capcom).
Top 7-Jogos de Super-Heróis

7)The Punisher-PC,XBox,PS2
Esta encarnação eletrônica do vigilante moralmente ambíguo Frank Castle poderia ser só um shooter em terceira pessoa genérico. Porém, ela tem alguns diferenciais que a tornam notável, como por exemplo, as dezenas de execuções sanguinolentas que O Justiceiro pode aplicar contra os pilantras que cruzam o seu caminho (que são atenuadas por um filtro de imagem preto-e-branco), ou as muitas participação especiais de outros personagens da Marvel.Apesar disso, eu não sei se a inclusão deste jogo na lista vale, porquê tecnicamente, o Justiceiro não tem nenhum super-poder.Bom, eu acho que empalar um marginal num rinoceronte (sim, dá pra fazer isso no jogo.E você que ficava chocado com Manhunt 2...) deve contar como alguma coisa.

6)Justice League Heroes:The Flash-GBA
Bem melhor que a sua contraparte para os consoles grandes, Justice League Heroes (uma pálida imitação da série X-Men Legends), este pouco conhecido beat´em up se apóia na principal característica do seu personagem-estrela: a velocidade.Bata num inimigo, aperte A, e voe em direção á outro.Uma mecânica extremamente simples, mas altamente divertida quando você a domine.Some com alguns poderes interessantes para evoluir o personagem, a possibilidade de chamar o outros heróis para como um ataque especial e alguns chefes que exigem um pouco de estratégia para quebrar o gelo, e você tem um jogo bastante divertido.O que mata é que é um jogo extremamente curto, e com alguns dos desenhos mais bizarros que eu já vi durante as cutscenes (tem um Caçador de Marte obeso, por exemplo.)

5)Spiderman - PSX,N64,Dreamcast
No período entre a série animada dos anos 90 e os ótimos filmes de Sam Raimi, é inegável que o principal responsável pela manutenção da popularidade do Homem-Aranha foi este joguinho aqui, desenvolvido pela Neversoft com a engine do jogo Tony Hawk Pro Skater (que tinha o Cabeça-de-Teia como um dos personagens secretos, lembra?).Beneficiado por uma história original, mecânicas de jogo bem acertadas, zilhões de extras como revistas e roupas adicionais, a narração de Stan Lee em pessoa,e um senso de humor típico do Homem-Aranha, o jogo amealhou sucesso o suficiente para ganhar uma seqüência não tão interessante quanto o original.O único problema é que (de novo) era curto pra chuchu, e podia ser zerado em questão de horas, independente do nível de dificuldade.Mas neste caso, a variedade das missões compensa.

4)The Incredible Hulk:Ultimate Destruction - PS2,XBox,Gamecube
O.K. esse pode ser difícil de explicar:pegue o Hulk, aquele gigante verde e super-forte, e ponha num ambiente livre, estilo Grand Theft Auto.Ambiente livre e destrutível.
Gigante superforte.Mundo destrutível.
Bom,acho que é um pouco óbvio o que acontece no jogo,não?
3)The Adventures of Batman & Robin-SNES
Baseado na excelente antiga série animada do Batman, este jogo pode parecer a primeira vista um jogo de plataforma 2D genérico, mas não é.O seu diferencial é a variedade de situações e desafios que o jogador deve encarar.Há fase de pancadaria, perseguição de carros, fases lineares e de exploração livre, e muitas elaboradas batalhas contra chefes, além de todo o arsenal de itens do Homem-Morcego, como batarangues, gás atordoante, gancho, óculos de visão noturna e muito mais.O jogo conta com a participação de quase todo a galeria de vilões do personagem (até o Cara-de-Barro), mas, apesar do título, não permite jogar com o Robin.Mas alguém queria mesmo?

2)Ultimate Spiderman - PS2,XBox,Gamecube,PC
Outro jogo do Aranha na lista?Também pudera, ele é o super-herói mais cool do mundo(depois do Homem-Borracha, claro!).Neste jogo, a estrutura de fases é abandonada (se bem que poucos jogos hoje tem coragem para fazer fases, mesmo...) em favor da estrutura sandbox, de liberdade de exploração (que já tem um outro exemplo aí na lista), herdada de seu antecessor espiritual Spiderman 2.O diferencial deste jogo é que ele é baseado na linha Ultimate dos quadrinhos da Marvel.Pra quem não sabe, a linha Ultimate foi criada por volta do começo dos anos 2000, para resgatar a popularidade dos personagens tradicionais da Marvel, apresentando versões diferenciadas das origens e mundos destes, e é claro que foi um $ucesso (lá nos EUA, onde quadrinhos de super-heróis vendem, nem que pra isso eles precisem matar um personagem importante por semana).Sabido isto, saiba que o jogo é divertido a beça, sem as missões bestas de Spiderman 2, e com gráficos estilizados em cel-shading e uma apresentação que consegue efetivamente dar a impressão de um quadrinho em movimento.Porém, novamente e mais uma vez, este é um jogo curto!A duração é prolongada pelas missões extras, que são repetitivas e pouco interessantes, então esse é mais um pra curtir bastante durante o pouco tempo que oferece.

1)X-Men Legends 2:Rise of Apocalypse - PS2,Xbox,Gamecube,PC,PSP
Entre esse e Marvel Ultimate Alliance foi uma escolha difícil, mas no final das contas, pesou o fato de que até agora não consegui jogar Marvel Ultimate Alliance (e minha credibilidade como pseudo-jornalista vai pro espaço).Mas falando sério, Rise of Apocalypse é não só uma sequência que ultrapassa o original, por permitir jogar também com os vilões da Irmandade dos Mutantes, e por ter uma campanha mais longa, como também oferecer tudo o que um fã dos mutantes,e de super-heróis em geral pode querer: vários (alguns podem dizer que são demais) personagens para escolher, múltiplos poderes para utilizar, vários inimigos parta usar esses poderes, suporte para 4 jogadores, customização dos atributos dos personagens, e até uns puzzlezinhos meia-boca para encher linguiça (pegar cartões-chave e destruir geradores?Revolucionário!).Uma interface que permite tanto pensamento estratégico quanto pancadaria acéfala facilita as coisas, e uma história interessante que faz paralelo aos quadrinhos também fazem deste um jogo divertido, embora um pouco raso de vez em quando.Mesmo assim, serve é um ótimo RPG de ação, que fica ainda melhor quando jogado com mais gente.
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
A Maior Aventura do Mundo
O Game Boy Advance foi uma plataforma rica em potencial, já que era o último reduto para os jogos 2D (o Nintendo DS também tem jogos 2D, mas parece que cada vez mais produtoras preferem optar pelo 3D vagabundo) durante a geração 2002-2006.Porém, ao invés de receber novos jogos de plataforma, shooters, RPGs e beat'em-ups, acabou recebendo uma chuva de remakes de jogos do Super Nintendo.Não que isso seja inteiramente ruim, mas estes jogos acabaram por tomar o espaço de novos jogos e franquias.Mas isso não quer dizer que não tenham surgido alguns pequenos clássicos, alguns dos quais foram feitos pela própria Nintendo e sua pletora de subsidiárias (Títulos fantásticos como Advance Wars, Wario Ware,Drill Dozer, Golden Sun e Mario & Luigi:Superstar Saga), mas alguns outros foram desenvolvidas por bravas empresas que acreditaram no potencial.Estes títulos não tiveram o reconhecimento merecido por parte do público, e é um desses títulos que eu vou analisar agora.


Antes de você torcer a nariz, vamos deixar uma coisa clara aqui:este é sim, um jogo licenciado, baseado na série de anime Astro Boy de 2003.Mas ao contrário da imensidão de produtos licenciados baseados em anime, este não é um joguinho de luta ou similar, e sim um jogo de plataforma e ação 2D, com elementos de RPG e aventura,Desenvolvido em parceria pela Treasure (autora de um dos jogos mais legais do universo, Gunstar Heroes, que foi -surpresa!- remakado pro GBA) e a Hitmaker, e publicado pela Sega.Quem conhece os jogos da Treasure, sabe o que esperar: ação frenética e ininterrupta.Porém, este jogo também uma história consideravelmente interessante, que não se limita ao material-fonte, buscando outras influências, e criando uma história completamente nova.

Para os que não conhecem, a história de Astro Boy se passa num futuro próximo, onde robôs desenvolveram inteligência, e trabalham lado a lado com os seres humanos.Astro é um robô que é construído pelo Dr. Tenma, com a intenção de ser o substituto para o seu filho morto num acidente de carro, Tobio.Porém, Dr.Tenma, vendo que um robô jamais poderia substituir seu filho, apagou as suas memórias e abandonou o pobre robozinho, que foi encontrado pelo Dr.O´Shay, que trabalha nos Ministério da Ciência.Este simpático sujeito ensina Astro sobre o que é certo e o que é errado, e como usar os seus poderes para o bem, e blá,blá,blá, alem de treiná-lo com armas esdrúxulas que o seu "pai" o equipou, como um laser no dedo e uma metralhadora nas nádegas.Após uma curta introduçãozinha, o jogo já coloca Astro na ação, indo atrás da assistente do narigudo Dr. O´Shay.

Logo se percebe que este jogo de ação tem uma certa profundidade no seu sistema de combate.O combate aqui é sempre contra vários inimigos, cujos modelos variam de tamanho, força e padrão de ataque.è necessário uma certa técnica, para dar conta de alguns grupos de inimigos, pois alguns são mais fortes que os outros, e não param de atacar quando você os está socando.Usando um chute, por exemplo, Astro lança um inimigo pela tela, causando dano nos outros inimigos que este acerta, e o laser no dedo acerta todos os inimigos na frente, apesar de não ser muito forte.A disposição de Astro também existem 3 ataques especiais:um poderoso laser, a famigerada metralhadora na bunda, e um "dash" especial, que podem ser usados se uma barra for carregada com golpes normais.Outro movimento importante é o uso dos jatos, que propulsionam Astro numa direção, e o fazem ficar invencível por alguns segundos, além de o fazer "atravessar" inimigos.O jogo é relativamente fácil, porém os que buscam desafio, é melhor jogar na dificuldade Hard.Além da pancadaria side-scrolling, em algumas fases o jogo vira um típico shooter, com Astro no papel de nave.O modo de jogo também muda em algumas batalhas contra chefes, com Astro flutuando e usando lasers.

O jogo inicialmente tem uma progressão normal, em fases, como um típico jogo da época Super Nintendo-Mega Drive, com ceninhas para explicar a história, cujos desenhos dos personagens mimetizam perfeitamente os desenhos de Osamu Tezuka (o criador do Astro Boy, para os incultos).Aliás, por falar nisso, como dito a história do jogo não se limita a usar personagens apenas do universo de Astro Boy, mas também de outras das criações de Tezuka, como Princesa-Cavaleiro, Don Dracula, Dr. Black Jack, e Fênix(e tem um personagem que se transforma num leão muito parecido com a versão adulta do Kimba, o Leão Branco).A maioria dos personagens não devem ser familiares para o público brasileiro, mas conhecedores da obra de Tezuka certamente devem reconhecer muitos personagens.Mas esse elenco recheado não está ali só para encher linguiça, já que a história dá um jeito de amarrar todos os personagens num conto maior e inteiramente novo.A presença de muitos personagens também serve para evoluir as características do personagem, já que o tal Omega Factor que dá nome ao jogo é uma habilidade de Astro que faz com que toda vez que ele conheça uma pessoa e a entenda, ele fique mais forte e evolua.Entre os atributos do que podem ser desenvolvidos estão a energia do personagem, a força dos seus socos e lasers, a quantidade de vezes que ele pode usar os jatos, entre outras.

Então é um típico jogo de fase?Não é bem assim.A primeira vez que Astro chega no final, o jeito que as coisas terminam não é lá muito feliz, principalmente se tratando de um jogo com personagens fofinhos e de olhos grandes.Porém, com a ajuda de um certo personagem com poderes sobre a vida e a morte, Astro ganha o poder de transcender no tempo, e impedir que o mundo tenha um destino tão terrível.A partir daí, é necessário revisitar as fases por quais você passou,através de um menu de seleção de fases, procurando personagens e achando pistas que possam resolver o mistério e salvar o mundo.O que poderia ser apenas um modo picareta de aumentar a duração do jogo é justificado por mudanças nas fases já revisitadas e algumas fases novas liberadas nesse processo.As muitas surpresas no roteiro, amarrados com um surpreendentemente boa história (diria que é a melhor história original em qualquer jogo do GBA), e um final capaz de arrancar lágrimas dos mais sensíveis fazem deste uma experiência que vale a pena.

Astro Boy:The Omega Factor é um jogo recomendadíssimo para todos que tem ou gostam do Game Boy Advance e fãs de jogos de ação com um feeling mais old-school.È simplesmente obrigatório para fãs de Astro Boy, e é impossível terminar o jogo sem virar fã da galeria de personagens de Osamu Tezuka.Apesar de ser um pouco curto, apresenta uma história e jogabilidade superior a de muitos jogos para consoles "grandes".Compre ou emule, jogue e divirta-se.


Antes de você torcer a nariz, vamos deixar uma coisa clara aqui:este é sim, um jogo licenciado, baseado na série de anime Astro Boy de 2003.Mas ao contrário da imensidão de produtos licenciados baseados em anime, este não é um joguinho de luta ou similar, e sim um jogo de plataforma e ação 2D, com elementos de RPG e aventura,Desenvolvido em parceria pela Treasure (autora de um dos jogos mais legais do universo, Gunstar Heroes, que foi -surpresa!- remakado pro GBA) e a Hitmaker, e publicado pela Sega.Quem conhece os jogos da Treasure, sabe o que esperar: ação frenética e ininterrupta.Porém, este jogo também uma história consideravelmente interessante, que não se limita ao material-fonte, buscando outras influências, e criando uma história completamente nova.

Para os que não conhecem, a história de Astro Boy se passa num futuro próximo, onde robôs desenvolveram inteligência, e trabalham lado a lado com os seres humanos.Astro é um robô que é construído pelo Dr. Tenma, com a intenção de ser o substituto para o seu filho morto num acidente de carro, Tobio.Porém, Dr.Tenma, vendo que um robô jamais poderia substituir seu filho, apagou as suas memórias e abandonou o pobre robozinho, que foi encontrado pelo Dr.O´Shay, que trabalha nos Ministério da Ciência.Este simpático sujeito ensina Astro sobre o que é certo e o que é errado, e como usar os seus poderes para o bem, e blá,blá,blá, alem de treiná-lo com armas esdrúxulas que o seu "pai" o equipou, como um laser no dedo e uma metralhadora nas nádegas.Após uma curta introduçãozinha, o jogo já coloca Astro na ação, indo atrás da assistente do narigudo Dr. O´Shay.

Logo se percebe que este jogo de ação tem uma certa profundidade no seu sistema de combate.O combate aqui é sempre contra vários inimigos, cujos modelos variam de tamanho, força e padrão de ataque.è necessário uma certa técnica, para dar conta de alguns grupos de inimigos, pois alguns são mais fortes que os outros, e não param de atacar quando você os está socando.Usando um chute, por exemplo, Astro lança um inimigo pela tela, causando dano nos outros inimigos que este acerta, e o laser no dedo acerta todos os inimigos na frente, apesar de não ser muito forte.A disposição de Astro também existem 3 ataques especiais:um poderoso laser, a famigerada metralhadora na bunda, e um "dash" especial, que podem ser usados se uma barra for carregada com golpes normais.Outro movimento importante é o uso dos jatos, que propulsionam Astro numa direção, e o fazem ficar invencível por alguns segundos, além de o fazer "atravessar" inimigos.O jogo é relativamente fácil, porém os que buscam desafio, é melhor jogar na dificuldade Hard.Além da pancadaria side-scrolling, em algumas fases o jogo vira um típico shooter, com Astro no papel de nave.O modo de jogo também muda em algumas batalhas contra chefes, com Astro flutuando e usando lasers.

O jogo inicialmente tem uma progressão normal, em fases, como um típico jogo da época Super Nintendo-Mega Drive, com ceninhas para explicar a história, cujos desenhos dos personagens mimetizam perfeitamente os desenhos de Osamu Tezuka (o criador do Astro Boy, para os incultos).Aliás, por falar nisso, como dito a história do jogo não se limita a usar personagens apenas do universo de Astro Boy, mas também de outras das criações de Tezuka, como Princesa-Cavaleiro, Don Dracula, Dr. Black Jack, e Fênix(e tem um personagem que se transforma num leão muito parecido com a versão adulta do Kimba, o Leão Branco).A maioria dos personagens não devem ser familiares para o público brasileiro, mas conhecedores da obra de Tezuka certamente devem reconhecer muitos personagens.Mas esse elenco recheado não está ali só para encher linguiça, já que a história dá um jeito de amarrar todos os personagens num conto maior e inteiramente novo.A presença de muitos personagens também serve para evoluir as características do personagem, já que o tal Omega Factor que dá nome ao jogo é uma habilidade de Astro que faz com que toda vez que ele conheça uma pessoa e a entenda, ele fique mais forte e evolua.Entre os atributos do que podem ser desenvolvidos estão a energia do personagem, a força dos seus socos e lasers, a quantidade de vezes que ele pode usar os jatos, entre outras.

Então é um típico jogo de fase?Não é bem assim.A primeira vez que Astro chega no final, o jeito que as coisas terminam não é lá muito feliz, principalmente se tratando de um jogo com personagens fofinhos e de olhos grandes.Porém, com a ajuda de um certo personagem com poderes sobre a vida e a morte, Astro ganha o poder de transcender no tempo, e impedir que o mundo tenha um destino tão terrível.A partir daí, é necessário revisitar as fases por quais você passou,através de um menu de seleção de fases, procurando personagens e achando pistas que possam resolver o mistério e salvar o mundo.O que poderia ser apenas um modo picareta de aumentar a duração do jogo é justificado por mudanças nas fases já revisitadas e algumas fases novas liberadas nesse processo.As muitas surpresas no roteiro, amarrados com um surpreendentemente boa história (diria que é a melhor história original em qualquer jogo do GBA), e um final capaz de arrancar lágrimas dos mais sensíveis fazem deste uma experiência que vale a pena.

Astro Boy:The Omega Factor é um jogo recomendadíssimo para todos que tem ou gostam do Game Boy Advance e fãs de jogos de ação com um feeling mais old-school.È simplesmente obrigatório para fãs de Astro Boy, e é impossível terminar o jogo sem virar fã da galeria de personagens de Osamu Tezuka.Apesar de ser um pouco curto, apresenta uma história e jogabilidade superior a de muitos jogos para consoles "grandes".Compre ou emule, jogue e divirta-se.
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
A Carne dos Anjos Caídos
"Dei a última pressionada no botão de Enter.O último clique do mouse foi um estalo, como uma surpresa terrível num dia terrível.Havia acabado, enfim, aquela que seria apenas mais uma análise.A luz do monitor me encarava sordidamente, como um cachorro admirando um saco de ração.A atmosfera do quarto pesava como uma picape dirigida pelo Faustão.Agora só faltava publicar, mesmo que estivesse condenada a ninguém ler, já que o público-alvo consumidor dos jogos moderno, não sabe apreciar maneirismos de escritas arrojados e blogueiros de narizes empinados.Porém, fui em frente.Acabaria ali, naquela noite..."

Aham.Depois de mais uma das minhas viagens pseudo-literárias, podemos começar a análise.Max Payne é um jogo de tiro em terceira pessoa, lançado em 2001 para PCs desenvolvido pela companhia finlandesa Remedy Entertainmente.A versão para PC não foi a única, já que foram feitas versões do jogo para PS2, XBox (estas versões feitas pela toda poderosa Rockstar) e até uma versão para GBA, que eu joguei e é bem melhor do que você está penando.Mas monólogos internos prolixos á parte, sobre o que é este jogo?

Max Payne conta as desventuras de um policial homônimo.Max era um sujeito normal, até que um dia chega em casa e encontra a mulher e filha pequena mortas por dois sujeitos drogados por uma substância misteriosa.Três anos depois, ele ainda não se recuperou do trauma, e agora trabalha como um policial infiltrado na máfia de Nova York.Uma noite, porém, seu parceiro é morto, seu disfarce na Máfia é descoberto, e ele se vê metido até o pescoço num esquema que envolve a Máfia é uma poderosa empresa, e sua igualmente poderosa diretora.Agora ele não tem nada a perder, o quê é uma boa prerrogativa para massacrar alguns bandidos.A história lembra um pouco o personagem da Marvel, Justiceiro, uma das muitas influências do jogo.Mas Max não é um super herói, apesar de ele também ter um super poder para usar na sua cruzada contra o crime.

A maioria das pessoas que viram o filme Matrix não saíram do cinema se lembrando da história complexa ou de suas ponderações filosóficas, mas sim das incríveis cenas de tiroteio, nas quais o tempo diminuía de velocidade, e viam-se as balas perfurando o ar, enquanto o protagonista desviava delas.Essa idéia é aproveitada na mecânica de bullet-time, usada extensivamente no jogo.Durante a passagem de Max no submundo de Nova York, ele encontrará toda a sorte de mequetrefes armados até os dentes, prontos para transformar o policial com tendência á metáforas em queijo-suíço.Mas com um clique do botão direito do mouse, o bullet-time é ativado, e então é possível desviar das balas e mirar nos inimigos com mais precisão.Há um limite para o uso deste poder, mas dificilmente ele é alcançado.Essa mecânica joga um pouco de tempero no que seria apenas mais um jogo de tiroteio genérico.Sem o bullet-time, o jogo ficaria até difícil demais, e vale lembrar que ele já é bastante difícil, mesmo no modo de dificuldade mais brando.

Mas engana-se quem pensa que Max Payne é um jogo focado apenas em tiroteio.Bom, para falar a verdade é sim, e você não vai fazer muito mais que atirar em vários tipos de capangas durante o jogo.Porém, a história do jogo é contada de um modo bem interessante:através de uma graphic-novel virtual.Entre as fases, e quando o personagem interage com objetos ou chega em determinados pontos do cenário, essas pequenas sequencias são ativadas, e fazem um bom trabalho de imergir o jogador no mundo sujo do jogo.Essas sequencias contam com dublagem e bons desenhos que usam técnicas digitas, e podem ser revistas a qualquer momento do jogo, numa sequencia contínua, o que é bom para encaixar os pedaços das história que é mais ou menos complicada.Nessas sequencias se nota uma influência dos quadrinhos da série Sin City, de Frank Miller, o que indica um bom processo de pesquisa, visto que o filme que popularizou (ou massificou, dependendo de quão fanboy você é) a série é de 2005.Essa não é a única influência do jogo, já que existem várias referências a filmes de Jonh Woo e até paralelos surpreendentes com a mitologia nórdica.Outro detalhe importante são as duas incrivelmente bizarras fases de sonho (sendo uma delas uma viagem alucinógena em que o protagonista se dá conta que está num jogo de computador e atira numa versão de si mesmo), que servem para detalhar toda a psique perturbada do personagem, e também para colocar o jogador em desafios como labirintos e pulos com gravidade alterada.Ah, é, e não vou me esquecer de falar do incrível nível em que Max tem que escapar de um restaurante que está indo pelos ares.

Mesmo com tudo isso, o foco de Max Payne continua sendo no tiroteio, e o jogo apresenta uma grande variedade de armas para isso, como pistolas, escopetas, granadas, espingardas e as ótimas submetralhadoras duplas.Mas todo esse tiroteio não fica cansativo, pois ele é apresentado em situações diferentes e cenários variados.Estes cenários também são cheios de pontos interativos e destrutíveis, que revelam porções dos cenários onde estão escondidos os utilíssimos analgésicos, que servem para recuperar energia, e munição extra.A munição é distribuída fartamente, mas não ao ponto em que você poderá passar o jogo todo confiando numa só arma.O mesmo não pode ser dito em relação ao Analgésicos, que vem escassamente em dados momentos (especialmente no início do jogo), e em outros momentos vem aos montes.É sempre bom ter um estoque destes á disposição, já que alguns duelos com os inimigos (que Sempre vem em grupo e estão substancialmente mais armados que você) pode tirar largas partes da energia.Quantos aos inimigos, nota-se umas das falhas do jogo; algumas vezes os inimigos detectam a sua presença antes de você entrar na sala onde eles estão.Mas a inteligência artificial se mantém num nível bom, mantendo a dificuldade do jogo equilibrada, mas sempre alta.

O som do jogo é excelente, desde ás vinhetas climáticas, aos efeitos sonoros realistas de tiros e explosões.A dublagem também é muito boa, e eu dou destaque para o sujeito que faz o voz de Max, que é sempre grave e sinistra, e que dá dignidade mesmo ás metáforas mais cafonas e pretensiosas do tira.E acredite, elas são muitas (De onde um policial nova-iorquino tirou tanto vocabulário?Com certeza não foi dos donuts!).Max Payne também teve uma versão com texto e áudio em português, que infelizmente não posso julgar porque simplesmente não foi a que eu joguei.O jogo também vem com uma série de ferramentas de modificação, o que gerou algum mods relativamente populares baseados em kung-fu e o filme Matrix.Este jogo também gerou uma igualmente boa sequencia, influenciou dúzias de jogos que usam o bullet-time até hoje, e voltou á mídia recentemente graças ao anúncio que um filme baseado nele vai ser feito e com Mark Wahlberg no elenco (sabe, aquele sujeito que fez o remake de O Planeta dos Macacos e já tem uma experiência prévia bastante bizarra com games).

O veredicto do jogo é simples:se você gosta de jogos de ação, jogue.Se você acha tiroteio chatos e monótonos, este é um jogo que vai te fazer bocejar bastante, a não ser que você seja um entusiasta de quadrinhos.O jogo peca por ter uma conclusão muito anticlimática,e ser um pouco curto, mas no total, é um jogo divertido e com bons gráficos, mesmo sendo um pouco repetitivo.

Aham.Depois de mais uma das minhas viagens pseudo-literárias, podemos começar a análise.Max Payne é um jogo de tiro em terceira pessoa, lançado em 2001 para PCs desenvolvido pela companhia finlandesa Remedy Entertainmente.A versão para PC não foi a única, já que foram feitas versões do jogo para PS2, XBox (estas versões feitas pela toda poderosa Rockstar) e até uma versão para GBA, que eu joguei e é bem melhor do que você está penando.Mas monólogos internos prolixos á parte, sobre o que é este jogo?

Max Payne conta as desventuras de um policial homônimo.Max era um sujeito normal, até que um dia chega em casa e encontra a mulher e filha pequena mortas por dois sujeitos drogados por uma substância misteriosa.Três anos depois, ele ainda não se recuperou do trauma, e agora trabalha como um policial infiltrado na máfia de Nova York.Uma noite, porém, seu parceiro é morto, seu disfarce na Máfia é descoberto, e ele se vê metido até o pescoço num esquema que envolve a Máfia é uma poderosa empresa, e sua igualmente poderosa diretora.Agora ele não tem nada a perder, o quê é uma boa prerrogativa para massacrar alguns bandidos.A história lembra um pouco o personagem da Marvel, Justiceiro, uma das muitas influências do jogo.Mas Max não é um super herói, apesar de ele também ter um super poder para usar na sua cruzada contra o crime.

A maioria das pessoas que viram o filme Matrix não saíram do cinema se lembrando da história complexa ou de suas ponderações filosóficas, mas sim das incríveis cenas de tiroteio, nas quais o tempo diminuía de velocidade, e viam-se as balas perfurando o ar, enquanto o protagonista desviava delas.Essa idéia é aproveitada na mecânica de bullet-time, usada extensivamente no jogo.Durante a passagem de Max no submundo de Nova York, ele encontrará toda a sorte de mequetrefes armados até os dentes, prontos para transformar o policial com tendência á metáforas em queijo-suíço.Mas com um clique do botão direito do mouse, o bullet-time é ativado, e então é possível desviar das balas e mirar nos inimigos com mais precisão.Há um limite para o uso deste poder, mas dificilmente ele é alcançado.Essa mecânica joga um pouco de tempero no que seria apenas mais um jogo de tiroteio genérico.Sem o bullet-time, o jogo ficaria até difícil demais, e vale lembrar que ele já é bastante difícil, mesmo no modo de dificuldade mais brando.

Mas engana-se quem pensa que Max Payne é um jogo focado apenas em tiroteio.Bom, para falar a verdade é sim, e você não vai fazer muito mais que atirar em vários tipos de capangas durante o jogo.Porém, a história do jogo é contada de um modo bem interessante:através de uma graphic-novel virtual.Entre as fases, e quando o personagem interage com objetos ou chega em determinados pontos do cenário, essas pequenas sequencias são ativadas, e fazem um bom trabalho de imergir o jogador no mundo sujo do jogo.Essas sequencias contam com dublagem e bons desenhos que usam técnicas digitas, e podem ser revistas a qualquer momento do jogo, numa sequencia contínua, o que é bom para encaixar os pedaços das história que é mais ou menos complicada.Nessas sequencias se nota uma influência dos quadrinhos da série Sin City, de Frank Miller, o que indica um bom processo de pesquisa, visto que o filme que popularizou (ou massificou, dependendo de quão fanboy você é) a série é de 2005.Essa não é a única influência do jogo, já que existem várias referências a filmes de Jonh Woo e até paralelos surpreendentes com a mitologia nórdica.Outro detalhe importante são as duas incrivelmente bizarras fases de sonho (sendo uma delas uma viagem alucinógena em que o protagonista se dá conta que está num jogo de computador e atira numa versão de si mesmo), que servem para detalhar toda a psique perturbada do personagem, e também para colocar o jogador em desafios como labirintos e pulos com gravidade alterada.Ah, é, e não vou me esquecer de falar do incrível nível em que Max tem que escapar de um restaurante que está indo pelos ares.

Mesmo com tudo isso, o foco de Max Payne continua sendo no tiroteio, e o jogo apresenta uma grande variedade de armas para isso, como pistolas, escopetas, granadas, espingardas e as ótimas submetralhadoras duplas.Mas todo esse tiroteio não fica cansativo, pois ele é apresentado em situações diferentes e cenários variados.Estes cenários também são cheios de pontos interativos e destrutíveis, que revelam porções dos cenários onde estão escondidos os utilíssimos analgésicos, que servem para recuperar energia, e munição extra.A munição é distribuída fartamente, mas não ao ponto em que você poderá passar o jogo todo confiando numa só arma.O mesmo não pode ser dito em relação ao Analgésicos, que vem escassamente em dados momentos (especialmente no início do jogo), e em outros momentos vem aos montes.É sempre bom ter um estoque destes á disposição, já que alguns duelos com os inimigos (que Sempre vem em grupo e estão substancialmente mais armados que você) pode tirar largas partes da energia.Quantos aos inimigos, nota-se umas das falhas do jogo; algumas vezes os inimigos detectam a sua presença antes de você entrar na sala onde eles estão.Mas a inteligência artificial se mantém num nível bom, mantendo a dificuldade do jogo equilibrada, mas sempre alta.

O som do jogo é excelente, desde ás vinhetas climáticas, aos efeitos sonoros realistas de tiros e explosões.A dublagem também é muito boa, e eu dou destaque para o sujeito que faz o voz de Max, que é sempre grave e sinistra, e que dá dignidade mesmo ás metáforas mais cafonas e pretensiosas do tira.E acredite, elas são muitas (De onde um policial nova-iorquino tirou tanto vocabulário?Com certeza não foi dos donuts!).Max Payne também teve uma versão com texto e áudio em português, que infelizmente não posso julgar porque simplesmente não foi a que eu joguei.O jogo também vem com uma série de ferramentas de modificação, o que gerou algum mods relativamente populares baseados em kung-fu e o filme Matrix.Este jogo também gerou uma igualmente boa sequencia, influenciou dúzias de jogos que usam o bullet-time até hoje, e voltou á mídia recentemente graças ao anúncio que um filme baseado nele vai ser feito e com Mark Wahlberg no elenco (sabe, aquele sujeito que fez o remake de O Planeta dos Macacos e já tem uma experiência prévia bastante bizarra com games).

O veredicto do jogo é simples:se você gosta de jogos de ação, jogue.Se você acha tiroteio chatos e monótonos, este é um jogo que vai te fazer bocejar bastante, a não ser que você seja um entusiasta de quadrinhos.O jogo peca por ter uma conclusão muito anticlimática,e ser um pouco curto, mas no total, é um jogo divertido e com bons gráficos, mesmo sendo um pouco repetitivo.
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